Testemunhos

“…Descobri-a um dia, não sei há quanto tempo nem como, mas sei que foram a água fluída e límpida das suas palavras e a intensidade das suas imagens que me levaram até aos seus MOinhos. Tenho como principio de vida que a comunicação, seja ela qual for, é a base de toda a relação. Foi talvez por isso que percebi que, mais do que conhecer e experienciar o lugar por que me fez apaixonar a cada uma das suas partilhas, tinha que conhecer a pessoa que estava por detrás dele. Ela é assim, como a água que corre irrequieta mas pura entre as fragas do seu rio. Transparente. Genuína. E foi assim que me recebeu. Sem ‘ses’, sem ‘porquês’. Para quê? Para comungarmos um dia diferente e bonito, estreitarmos caminhos e encurtar a distância dos 300 quilómetros que nos separam…”

Deixa entrar o sol

“…os Moinhos, não me canso de repetir, são um paraíso. É um pequeno paraíso à distância de 40 minutos do Porto. Nos Moinhos o tempo deixa de existir, os pássaros cantam mais afinados, a água tem uma melodia própria, e qualquer petisco que lá comam vai-vos saber ainda melhor. Se calhar estou a ser exagerada, mas não me parece… Ou então, talvez sejam as mãos da Eduarda, que tudo em que toca transforma num tesouro…”

Maria João

“…Nos Moinhos de Ovil tudo é simples e, ao mesmo tempo, tudo foi pensado ao pormenor para nos encantar e prender. De outro modo, como é que se explica que ainda antes de sair já estivéssemos a fazer planos para voltar, quem sabe no verão para apreciar as águas a passarem mais calmas aos nossos pés, tomar o pequeno-almoço no alpendre, talvez pescar uma truta para o jantar…”

My Common Table

“…Todos os cantos são desenhados e integrados na paisagem como se a mão do homem fosse apenas um condão. A Eduarda recebeu-nos com uma mesa farta e não havia na casa, um pormenor que fosse, que não fosse pensado para nós. Foi amor à primeira vista, e hoje já é terça e continuamos apaixonadas. Como aquele livro que relemos o penúltimo capitulo vezes sem conta, para adiar o fim. E assim faremos, enquanto estivermos aqui, presas no mais doce dos penúltimos capítulos…”

Isabel Saldanha

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